quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Injustamente assassinado


Agora que passou mais um aniversário sobre o regicídio, o Corta-fitas recorda esta atitude d'El-Rei D. Carlos, quando o país atravessava igual crise económica. Não fosse esse tiro pelas costas e talvez a revolta republicana não tivesse sido bem sucedida - como não o havia sido antes no Porto - alterando, quem sabe, todo o curso da história portuguesa desde então. O João Távora recorda ainda:

"Ao Rei, que vivia apertado num orçamento que não sofria alteração desde 1821 (e com o qual tinha de cobrir as despesas de conservação de palácios e do pessoal de função, das viagens de Estado ao estrangeiro e das visitas de Estado a Portugal), convinha que a questão fosse apresentada com clareza. Governava-se-se com uma renda equivalente a um vigésimo da dotação pessoal do Rei de Espanha, com menos largueza do que muitos dos Marqueses. A Lista Civil era tão flagrantemente escassa que, uma década antes, o próprio Bernardino Machado e o deputado republicano Rodrigues de Freitas haviam proposto o aumento. Da dotação real retirava D. Carlos para si, salário anual, 4500$00. Não podia, pois temer os escrutínio da bancada republicana chefiada por Afonso Costa – um jurista que, entre a advocacia e o ensino, pelas suas próprias contas tinha um rendimento quatro vezes superior!"

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