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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

28/Outubro/1995


Faz hoje exactamente 15 anos que o senhor da primeira imagem tomou posse do seu primeiro governo e, nestes últimos 15 anos, mais de 12 foram da responsabilidade do partido da segunda imagem. Passados 15 anos Portugal está __________ (preencher como lhe aprouver).

Porreiro páh!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O desemprego

Em Portugal há um bicho de sete cabeças que atormenta todo e qualquer governo... Não, não estou a falar do Alberto João... É o chamado desemprego. Mesmo que o desemprego esteja em níveis baixos há alarme, porque a população sofre, porque há desigualdades sociais, porque o governo prometeu amansar o bicho e não conseguiu e por aí em diante... Quando o desemprego começa a subir então... Bem, assumo que disparem todos os alarmes do largo do rato.
Para o desemprego não subir (ainda mais) em Portugal temos ajudado muito a industria automóvel alemã. Não sendo os nossos empregados competitivos (rácio produtividade/salário) é o governo que tem de os tornar competitivos. Todos os apoios que foram e são dados à auto-europa e a outras empresas como essa são subsidios dos contribuintes para a competitividade dessa meia dúzia de trabalhadores.
Repare-se que isto poderia ser alcançado de mil maneiras, a melhor das quais seria a liberalização do mercado de trabalho. Apesar das pausas para café, da molenguice e da azelhice, a competitividade de trabalhadores e empresas portuguesas é afectada sobretudo pela rigidez do dito cujo. Mas não, continuamos a preferir a intervenção estatal e o comodismo... No fim, quando já não for mesmo rentável produzir neste país, virá o povo que apoiou as doações queixar-se da saída destas empresas, depois de tudo quanto lhes foi oferecido. A culpa essa será inevitavelmente do capitalismo e desses porcos neo-liberais.
Isto tudo para dizer que, mais barato do que salvar mil vezes a auto-europa, a quimonda, a opel e sei lá eu mais o quê, era sermos competitivos. Era muito bonito que Portugal fosse a Suécia, e que os nossos trabalhadores fossem tão bem educadinhos e tão certinhos como os Suecos. Que pudéssemos deixar as coisas como estão porque a nossa produtividade é tanta que paga tudo.
Mas não somos. Alguém que ponha um cartaz no largo do rato a dizer isto. É que a Alemanha consegue sair sozinha da recessão. Já nós...